
Quem vive no meio do futebol conta todos os dias e noites para a bola voltar a rolar. A abstinência da rotina tem sido bem difícil para superar neste tempos de quarentena. Entretanto, quem tem o mínimo de bom senso sabe o que verdadeiramente tem que ser prioridade neste momento.
No Brasil e no Maranhão estamos em pleno pior momento da pandemia do novo coronavírus e a curva de casos e de mortes segue em vertiginosa ascendente. Estamos empilhando mortos de conterrâneos e compatriotas. Porém, para muita gente fantasiada como um lobo em pele de cordeiro com a bandeira do Brasil, são apenas números – e poucos.
Neste panorama, existe uma grande pressão por parte do governo federal para tentar recomeçar o futebol a qualquer custo e de qualquer jeito. Ignorando toda essa sangria e a ciência, a comando do governo federal a CBF tem pressionado clubes e federações para a volta dos jogos.
É tanto que chegaram a reunir com as federações para tal. O positivo é que algumas foram absolutamente contra, inclusive a FMF. Neste contexto, uma discussão nacional entre as principais áreas do país afeta diretamente o futebol e vem sendo carta na manga para que não façam a bola sangrar mais ainda.
Ocorre que o Supremo Tribunal Federal decidiu desde o mês passado que, além do governo federal, os governos estaduais e municipais têm poder para determinar regras de isolamento, quarentena e restrição de transporte e trânsito em rodovias em razão da epidemia do coronavírus. Isso quer dizer que mesmo com as decisões do governo federal indo de encontro ao isolamento social, cabe aos governadores e prefeitos a decisão sobre o que será ou não permitido neste tempos de regime pandêmico.
Um exemplo recente foi a inclusão das atividades de salões de beleza, barbearias e academias de esportes na lista de “serviços essenciais”. Governos de 17 estados e do Distrito Federal (DF) se posicionaram contra e não vão aplicá-las em seus domínios.
No futebol o raciocínio é o mesmo. Apesar de possíveis decisões nacionais, existirão estados que não terão atividades esportivas liberadas através de decreto. E, como agravante, ainda existe o fato de a maioria dos estádios pelo Brasil serem estaduais ou municipais, caso emblemático inclusive do Maranhão.
Ou seja, considerando a palavra das principais autoridades de saúde e, entendendo que maio e junho será o pior momento da pandemia no Brasil, será totalmente inviável inclusive politicamente o retorno do futebol. Se tudo correr bem e as pessoas entenderem que o remédio atual e científico para esta doença maldita é o isolamento social, aí sim, em julho ou agosto podemos a voltar a falar do assunto…

É uma pena. Por enquanto fico assistindo grandes jogos no YouTube tube da Bolívia Querida, principalmente contra grandes clubes como Palmeiras, Botafogo do Rio de Janeiro, Vasco, Náutico, Paisandu, Remo, dentre outros.
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