cultura

Boi de Santa Luzia é batizado na noite de São João

A noite de São João foi marcada pelo batizado do Bumba-meu-boi de Santa Luzia. Força cultural do bairro da Areinha, a agremiação folclórica recebeu sua bençãos nesta segunda-feira (24).

O comando do batalhão de Santa Luzia é do mestre Espirrinho, que contou com grande força de sua comunidade. A madrinha da tradicional brincadeira é a Vereadora Bárbara Soeiro, uma amante inveterada da cultura maranhense, forte apoiadora de diversas manifestações folclóricas da capital.

“A cultura é um exímio instrumento de fomentação de inclusão social, geração de emprego e renda e turismo, tendo a real necessidade de ser trabalhada de forma mais intensa e contextualizada, com uma política conjuntural que atenda as necessidades do estado e do seu povo. É necessário a efetivação de políticas públicas conjunturais que valorizem e popularizem os meios de cultura, levando em consideração todas os espaços e formas de manifestações, sendo acessível em todas as regiões de São Luís e não apenas em alguns pontos, distantes, principalmente, das áreas das periferias.” – disse Bárbara Soeiro.

 

cultura

Eureca realiza Sarau das Tradições na Casa do Maranhão

O Colégio Eureca apresenta neste sábado (25) o Sarau das Tradições, que marca a culminância do projeto O Ser na Tradição. O evento será realizado em local que respira cultura: a Casa do Maranhão, no Centro Histórico de São Luís, às 9h.

Na oportunidade, os alunos da escola apresentarão uma série de manifestações artísticas relacionadas a cultura popular brasileira. As crianças realizarão danças, exposições e murais resgatando as canções, emboladas, cordel, brincadeiras e lendas populares.

Durante o Sarau das Tradições também serão lançados livros infantis, que já estarão disponíveis para venda. Beto Nicácio apresenta “A Lenda da Carruagem de Ana Jansen” em quadrinhos e Joaquim Gomes traz “O Jabuti internauta”.

cultura

Jamaica Brasileira: São Luís terá Praça do Reggae

São Luís, do Maranhão, considerada a Jamaica Brasileira agora tem a Praça do Reggae. A criação da praça foi aprovada esta semana pela Câmara Municipal de São Luís e ficará situada em lugar bem emblemático.

A mais nova atração turística da capital maranhense ficará localizada na Praia Grande, Centro Histórico, onde também já existe o Museu do Reggae, inaugurado este ano. A ação é resultado de projeto de lei aprovado recentemente pela Câmara Municipal.

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Coral de alunos do Eureca encanta em evento universitário; veja vídeo

O Coral Uirapuru, formado por alunos do ensino fundamental do Colégio Eureca, levou o seu canto para a abertura do I Colóquio Cultura, Sociedade e Meio Ambiente: ressignificações, diversidade e justiça ambiental. A apresentação foi realizada na Universidade Ceuma – Campus Renascença, nesta quinta-feira (15).

Levando muita alegria, o Coral Uirapuru teve a regência da professora de música Talyta Luzo e Elisson Soares  acompanhou a garotada no piano. No vídeo, os alunos do Colégio Eureca cantam a música “Voa passarinho” e a toada de Bumba-meu-boi “Se não existisse”.

O projeto do Coral Uirapuru é mais uma das ações de inserção da criança na arte e na vida cultural como um todo.  Para matricular seu filho no Colégio Eureca ligue agora para o (98) 3248 3603.

 

cultura

Idosos participam de bailinho do ‘Grupo da Melhor Idade’

Foto: Márcio Sampaio / Divulgação

Animação, serpentina e confete não faltaram aos idosos atendidos pelo Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde (CER) do Olho d’Água durante o Bailinho Carnavalesco do ‘Grupo da Melhor Idade’. Nessa quarta-feira (7), os idosos participaram do projeto, com atividades voltadas para psicomotricidade, equilíbrio, integração, entre outras.

No ritmo das marchinhas carnavalescas, não faltou disposição para o grupo formado por cerca de 50 idosos, que devidamente fantasiados e dispostos a participar das dinâmicas de integração e interação, além das aulas de dança. Para a diretora administrativa do CER, Eugênia Araújo, a proposta do baile era exatamente tirá-los da rotina dos tratamentos e fazê-los cair na folia.

Para trabalhar a criatividade dos idosos, a equipe multidisciplinar do CER organizou uma atividade em que eles precisavam ajudar os colegas na caracterização das fantasias e maquiagens do carnaval. O CER oferece atendimento às pessoas com deficiência temporária ou permanente; progressiva, regressiva ou estável; intermitente ou contínua. A assistência especializada é voltada para usuários com deficiência intelectual, física ou múltipla, por meio de atendimentos com equipe multiprofissional. No Centro, os profissionais desenvolvem ações de prevenção e de identificação precoce de deficiência na fase pré, peri e pós-natal, infância, adolescente e vida adulta.

O CER Olho d’Água possui equipes multidisciplinares nas áreas de fisioterapia, psicologia, educação física, terapia ocupacional, assistência social, psicopedagogia, hidroginástica, fonoaudiologia, dança, academia, acupuntura, pilates, nutrição, neuropediatria, entre outras.

 

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Madre Deus: a vila do samba

Por Carlos Boniek

A boa música pede passagem e os deuses do samba iluminam o nosso caminho para mais um projeto divinamente madredivino! Nossa cidade respira cultura e a boa música ilumina nossa vila e todos os tipos de batuques que se entrelaçam em nossas veias musicais.

Ah! Quanta saudade faz quando estamos longe e quanta alegria sentimos quando estamos perto, cultivando e regando o que está enraizado nesse solo fértil de onde germinam seus poetas, compositores, cantadores, repentistas, artesãos, artistas e figurantes. A Madre Deus alegra São João pela força de um dos melhores bois da ilha e a Turma do Quinto agita o carnaval onde faz nascer nosso projeto MADRE DEUS A VILA DO SAMBA!

Projeto este que visa resgatar as rodas de samba que estarão a acontecer dentro do barracão da nossa escola de samba TURMA DO QUINTO todas sextas-feiras a partir das 20hs e futuramente na sede do BUMBA BOI DA MADRE DEUS e em alguns pontos da nossa comunidade.

Esta é nossa proposta de ajudar as duas grandes entidades da cultura maranhense divinamete madredivina!

cultura

Prefeitura inicia pagamento de jurados, corte momesca e premiação do Carnaval 2017

Foto: Prefeitura de São Luís/Divulgação

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), iniciou nesta terça-feira (31) o pagamento dos jurados, corte momesca e a premiação das Escolas de Samba, Blocos Tradicionais e Blocos Organizados do Carnaval 2017. O pagamento foi agendado em etapas e se estende até esta sexta-feira (3).

Os primeiros a serem pagos estão sendo os jurados de escolas de samba, durante esta terça-feira (31). No dia seguinte será a vez dos jurados de blocos e a corte momesca.

Na sexta-feira (3) o pagamento será direcionado a premiação das escolas de samba e blocos. Bom, antes tarde do que nunca. Que essa longevidade não se repita em 2018.

cultura

Flor já tem samba-enredo para 2018; ouça

A Flor do Samba já tem samba-enrendo para o Carnaval 2018. A escolha do novo hino foi realizada na madrugada deste sábado (28), na quadra da escola no bairro do Desterro, em São Luís (MA). O enrendo da tradiconal escola é direcionado a cidade de Balsas: “Hoje Tem Festança, e cantoria. É a Flor em Balsas… No Centenário da Cidade Querida”. Ouça o samba no vídeo acima.

O reinado das poesias lá no Desterro segue com Lucas Neto, Darlan Oliveira, Hakã Silva, Chico da Ladeira e Leozinho Nunes, que pela terceira vez consecutiva vence o concurso na Escola. Parabéns aos filhos da Madre Deus que mais uma vez são ovacionados longe do seu reduto.

Parabéns, Flor. Sambão! Boa sorte com este enrendo desafiador. Samba tem!

Flor do Samba 2018

Enredo: Hoje Tem Festança, e cantoria. É a Flor em Balsas… No Centenário da Cidade Querida

Parceria: Lucas Neto / Darlan Oliveira / Hakã Silva / Chico da Ladeira & Leozinho Nunes

Puxa o Fole, Sanfoneiro! Chegou a Flor! Chora, Viola… Vem,Meu amor!
No Centenário da ‘Cidade Querida’
Vem Festejar, hoje tem Cantoria

O Som do Berrante ecoou
(Haja Deus!)
Quanta beleza, meu sinhô !
Nessa terra o que se planta dá (Venho de acolá)
Fugi da seca , do chão rachado
No teu cerrado encontrei o meu lugar
Plantei … Esperança
Colhi … em abundância
Eu ‘vi lá nova era’ , um sonho
Abençoa meu “Dourado Grão”
Lá Vem a Procissão, Santo Antônio

É Sol … É Chuva … Traz a Enxada pra “Ará”
Deixa a semente, minha gente… “germiná”
Na Correnteza, no balanço desse Rio
Desço De Boia, Me faço Menino

Floresceu…
Das “doces mãos” de um Povo Acolhedor
‘União de culturas’
‘É Agro a Fartura’
Faz teu progresso avançar…
Cascatas … Cachoeiras
Colorindo o Verde das Palmeiras
“Oxente”,”Tchê” ! “Vixi Maria” !
Tem mistério, ô arrepia !
O Segredo da Cavalaria
Faz essa ‘Feliz Cidade’ sonhar, Desterro …
Fabulosa a embalar meu canto…
BALSAS MEU CELEIRO !
Meu coração é Vermelho, Azul e branco !

cultura

A histórica odisseia de Zé Toim: memória póstuma ao ancestral guerreiro africano

Arquivo Pessoal

O sol mostrava seus primeiros raios de uma manhã que mais tarde entraria para a história. Do alto celeste vinha uma luz brilhante. Os anjos sopravam o mais belo som célico e sobre as bênçãos de Nossa Senhora da Penha era festa no céu. Há 91 anos, em um 26 de outubro como o que você acabou de amanhecer, nascia uma criança de matriz africana, neto de Emiliana, que chegou a São Luís por meio dos mais sanguinolentos navios negreiros. Chegava ao mundo José Evaristo Carvalho, sobre a luz de Vicência Carvalho ou simplesmente Ciá. De parto natural em uma selva que tempos depois se chamaria Gapara e, verdadeiramente, seria seu berço literal entre a vida e a morte.

Por lá, o bravo garoto de personalidade forte e de um coração que seria capaz de abarcar seu continente originário passou sua primeira década. Entre cajueiros, manguezais e juçarais, no meio do mato, respirando o toque mais profundo da mãe natureza. Mas José precisava trocar de genitora. Ele destinava-se a encontrar com uma nova mãe: a Madre de Deus. Era hora de entrar para história de seu novo povo.

Como seus ancestrais, José chegou na sua nova comunidade vivendo do que a bonança de Deus fez existir. Irmão mais velho de cinco filhos, o garoto viu na pesca uma maneira de respirar contra a opressão social, trazendo como principal técnica, a garra que chegava ao calor de suas mãos por meio de seus antepassados.

Mas a história do José não podia ser só essa. Era hora dele se transformar no herói dos humildes: Zé Toim. A origem da alcunha? A proteção do oprimido. Naquele novo bairro, Toinho, seu irmão, se metia em muitas confusões na infância e, como protetor, o Zé sempre chegava para cortar as arrestas. Não deu outra, logo os amigos o passaram a chamar de “ Zé de Toinho”, que sofreria leves alterações ano após anos. Até chegar a simplesmente, o Zé Toim.

A liderança era seu dom. A humildade era sua arma. Logo chegou ao comando da colônia de pescadores. Mais tarde seria gerente de um casino no bairro e, por meio de uma relação estreita pelas cartas da mesa, passou a partir de então, a transfundir seu sangue para a cultura popular de seu novo povo.

Jovem, foi um dos fundadores do Cruzeiro, um dos primeiros blocos carnavalescos da Madre Deus. Teve sucesso tamanho que resolveu encarrar as fronteiras de um dos maiores medos de sua raça: o preconceito. Foi o primeiro componente negro a entrar no elitizado bloco Fuzileiros da Fuzarca.

Ao lado de nomes importantes como Irineu, Sabujá e Badela, por lá foi presidente durante gloriosos 25 anos. Entre tantas marcas e conquistas pela tradicional manifestação carnavalesca, a maior delas foi a popularização do bloco que hoje é aclamado nos braços do povo, seja ele branco, negro, índio ou o que quer que seja.

Mas Zé Toim buscava mais. Queria uma história com tons de azul e branco. Foi o nome escolhido pela comunidade para ir de encontro a políticos que tentavam liderar a principal manifestação cultural do bairro: a Turma Quinto. Eram favas contadas. Assumiu no fim do ano de 1977 e no seu primeiro carnaval, no ano seguinte, tirou o grito entalado da garganta da TQ com o revolucionário enredo I Juca-Pirama, que lançava um grupo de jovens ao carnaval maranhense, encabeçado por Zé Pereira Godão, compositor do samba pé quente.

Chegou a ser hepta campeão pela escola e seguiu no comando da Turma do Quinto por décadas, alternado a presidência com seu amigo e outro expoente cultural, Tabaco. Mas era hora também de brincar São João ao som de pandeiros e matracas. Era hora da fogueira…

Arquivo Pessoal

Em 1988, curiosamente, ano de nascimento do titular desse blog, Zé Toim assumiu pela primeira vez a presidência do Bumba-meu-boi da Madre Deus. Novas glórias, ressurgimento da centenária brincadeira e conquistas históricas sobre as bênçãos de São João. Detalhe: todas essas manifestações são destaque da cultura popular maranhense e possuem a muito suor, suas respectivas sedes, conquistadas graças a força conjunta e a garra do valente guerreiro africano.

A história da Madre Deus se confunde com a saga do afrodescendente. Pescador, operário da antiga Cânhamo (fábrica de tecidos), artesão, fabricante de sabão e até dono de casino no Mercado Central de São Luís. Zé Toim criou nove filhos com sua esposa Lucília Maria, mas ajudou muitas outras famílias a sustentarem os seus.

Nos deixou na última terça-feira (24) vítima de uma parada cardíaca ocasionada após complicações de um acidente vascular cerebral (AVC). Seria exatamente o dia que programamos para lançar este blog. Adiamos e dois dias depois, justamente no dia de seu aniversário, publicamos esta breve história em memória póstuma a este africano guerreiro.

Mas acima de toda odisseia, o menino José deixou um legado. Deixou “Josés”. Deixou Joselim, Josecilia, Josete, Josebel, Josenildo, Josélia, Joseleudes, Joserone e Joserene. Todos vivos, com filhos, netos e bisnetos que estão cheios de história para contar.

Vai com Deus, vovô! Vou lhe honrar em toda parte. Meu herói, meu amigo, serás sempre meu santo forte. Minha referência será eternamente você, africano guerreiro!