
Naturalmente por toda ambientação da partida e o pré-jogo vivido durante a semana já se sabia que seria um jogo diferente. E essa atmosfera foi fundamental pra tocar no sangue encarnado do Sampaio e despertar um guerreiro valente em cada jogador.
Os guerreiros bolivianos botaram a faca nos dentes e superaram até a arbitragem, que interveio com o VAR para tirar um pênalti a favor do Sampaio (na minha opinião de forma equivocada, pois era um lance subjetivo e não se tratava de erro claro e por isso árbitro não deveria ser chamado) e ainda expulsou o Luis Gustavo, que inclusive para comentarista de arbitragem Fernanda Colombo era só pra amarelo e o árbitro Caio Max deu vermelho direto.
Erros e prejuízo ao Sampaio no primeiro tempo, o Tricolor teve que vir pra segunda etapa com um a menos. Porém, nos braços de sua torcida foi o verdadeiro gigante!
Não só teve mais raça, garra e determinação, mas jogou muito mais bola. Foi melhor em campo e teve, finalmente, o que vinha faltando nas partidas anteriores, CORAGEM.
Com atitude, o Tricolor mandou na maior parte do jogo, criou boas chances até marcar com Alan Godói. Depois do gol, dessa vez de maneira acertada pelas circunstâncias da partida, o Tricolor baixou suas linhas. Mas, também diferente dos jogos passados, não ficou somente sofrendo e buscou bem os contra-ataques.
Nos impensáveis oito minutos de acréscimos, o Vasco ainda bateu um pênalti com Nenê, defendido por Luiz Daniel. Seria um pecado outro resultado que não fosse a vitória do Sampaio.
Um jogo que verdadeiramente lavou a alma do boliviano! Deu gosto de assistir.
Pontuo ainda que o Surian, que vinha tendo escolhas ruins, foi muito bem na escalacão de Baraka no meio-campo e até quando errou, na minha opinião em tirar Ferreira do time titular para entrada Márcio Araújo, consertou na volta do segundo tempo. As outras mudanças foram excelentes. Faria o mesmo.
O Sampaio volta a campo já nesta terça-feira contra o Vitória, novamente no Castelão, às 19h.
Foto: Rafael Ribeiro









